Chegou aquele momento onde dúvidas e cobranças começam a surgir. O terceiro ano está aí, e as pessoas vêm me fazendo aquela famosa pergunta: "Em qual faculdade você vai estudar?". Me deparo de frente para o espelho e percebo que essa escolha ainda não foi feita. Até mesmo esqueço que essa é a última semana para se inscrever no ENEM. Com a inscrição feita, deito em minha cama para fazer essa escolha. Mas como concentrar-se se só penso na garota da sala da frente que fica me olhando toda a aula?
Não. Tenho que parar e decidir qual será o meu futuro profissional. Afinal, meus pais já estão questionando os gastos que os dou a cada mês. Vamos lá...
Advogado?
-Ah não, tem que estudar muito e saber um monte de leis, tô fora.
Médico?
- Tenho pânico ao ver sangue, deixa quieto, vamos para próxima.
Huuum, arquiteto?
-Tem que ser bom em matemática, odeio exatas.
E com isso as horas vão passando e não cheguei a conclusão alguma. Misturam-se desejos de pais, opiniões de amigos e os altos salários que vamos procurar na Internet - afinal o quanto vamos ganhar importa e muito. No entanto, deixamos de lado o que é mais importante, que é o prazer e a felicidade de acordar cedo e partir para mais um dia de trabalho. Temos que pensar naquilo que, além de retorno financeiro, possa nos tornar bons e reconhecidos profissionais por estarmos nos dedicando em fazer algo de que gostamos.
Se escolher qual faculdade cursar fosse o menor dos problemas, até que as coisas seriam mais fáceis. Bate aquela tristeza ao lembrar que quando tudo acabar, a convivência com os nossos amigos não será mais a mesma. Uns mudarão de cidade, outros vão casar com a namorada que conheceu a 3 meses e que esta grávida, e muitos por ter de trabalhar e seguir sua vida, tornarão a convivência ainda mais remota.
Os melhores amigos vão sempre estar conosco, mas com certeza sem a mesma intensidade de hoje. De todos os anos de convivência o que restará serão as lembranças dos momentos compartilhados. As guerrinhas de bolinha de papel, as tensões pra prova de química que ninguém estudou, o idiota que caia da cadeira toda aula pra chamar a atenção da galera, ou dos fins de intervalo onde pegávamos uma das garotas no colo e levávamos até sua sala. E depois a jogávamos no lixo. rsrs
Os bons momentos jamais serão esquecidos, a saudades será eterna, mas a brincadeira que vamos brincar daqui pra frente é bem mais séria do que a final do Interclasses.
A Brincadeira agora, é de ser gente grande.
G.Marques
Brincar de ser gente grande
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Gustavo Marques- Uma forma diferente de pensar a vida
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Desumanidade
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Pequenos jovens
se fantasiam da pobreza
deixando a face com grande riqueza
na alegria
Pois diziam a si mesmos:
''Vamos afastar a tristeza''.
Eles calçavam em seus pés a sujeira,
pois um dia alguém morreria,
assim também com os pés sujos
assim também com fome e olhos fundos.
Se mantinham escondidos,
não queriam passar fome.
Nos becos mais escuros
procuravam uma luz chamada compaixão
Onde ninguém mais sofreria
por um pedaço de pão.
''Não nos fantasiamos com pobreza,
pois vestiram essa roupa em toda
a sociedade.
Foi nos lugares de mais riqueza,
que eu encontrei a verdadeira
enfermidade''
Lih
TERCEIRÃO!
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Terminei o ensino médio. E agora?
Todo ano alguém termina o ensino médio. O nerd que reclamava por tirar nove e meio. A apaixonada que passou mais tempo se recuperando das brigas do que se preparando para a prova de álgebra. O engraçadinho que dizia qualquer besteira para chamar a atenção da turma toda. E você, que nunca fez parte de nenhum grupinho, pelo menos não que eu saiba, mas que assim como todos os outros alunos, está enfrentando o vazio pós termino do colegial. E agora? Vocês me perguntam. E agora, respondo, a vida começa. A hierarquia dos grupos vai a baixo e é cada um por sí. Ou melhor, cada um por sua respectiva nota no vestibular.
Primeiramente, parabéns! Por ter conseguido sobreviver a todos esses anos de colégio, sabe? Mais cedo ou mais tarde vão te dizer que essa foi a melhor época da sua vida e talvez um dia você até concorde com isso, provavelmente quando conseguir o primeiro emprego e tiver contas para pagar, mas por enquanto, todas as lembranças são frescas e acordar na hora que o seu corpo julga ser a certa, é tão surreal que às vezes você escuta despertadores invisíveis.
Enquanto tudo parece fora do lugar e seus melhores amigos mudam para longe, os dias passam. Seu estoque de sessão da tarde aumenta e as temporadas de séries por assistir, diminuem. Você percebe então, recebendo a atualização de algum colega no facebook, talvez do trote na faculdade, que somos protagonistas da nossa própria vida e que por mais que até então tenhamos nos considerado figurantes da história de alguém, nosso destino é totalmente independente dos outros e dependente da gente.
Como assim? Vamos voltar no tempo.
É na escola que aprendemos a lidar com o outro. Antes disso, nós éramos os tchutchuquinhos do papai e da mamãe. Cheio de defeitos, mas perfeitos. Pirracentos, barulhentos e egoístas. Lembram? Até então, ninguém tocava no nosso brinquedo. Aí, na escola, nos ensinaram que não somos os únicos melequentos do mundo e que existem pessoas bem diferentes. Que sei lá, preferem o power ranger amarelo.
Crescemos mais um pouquinho e nos damos conta que ser diferente pode ser um grande problema. Que a teoria do sucesso do Big Brother Brasil, sim, do BBB, não é tão diferente da que usavam na segunda série do colégio. Se você tem um grupo de amigos, você fica. Se você não tem, você vai. Para casa, para o intervalo, para os passeios especiais, sozinho. Ninguém precisava te aceitar. Só você. Mas como não faziam questão de fazer isso, porque diabos você também teria que fazer? Muito mais fácil se afastar. Problema deles. É o que eu pensava. Na verdade, o problema também era meu. Fiz com se tornasse ao levar a sério o que me diziam. Também aconteceu com você? Bom, tudo bem, mas o tempo passou.
Você teve que entender porque enfiaram uma letra bem no meio da expressão numérico. O porque ciências, que era uma matéria tão legal, talvez sua preferida, se transformou em uma decoreba sem fim. Foram tantos finais de semana para conseguir gravar o nome daquela plantinha. Agora você já nem lembra mais, certo? Eu também não.
Dessa época, lembro das primeiras conversinhas de namoro. Algumas meninas, bem adiantadas, já gostavam e desgostavam de alguém. Eu queria o novo carro da Polly de Natal. Então, algum tempo depois, eu me apaixonei. E dessa vez, não era pelo professor ou pelos alunos mais velhos que pareciam tão adultos, mas que na verdade só pensavam no churrasco de domingo. Eu estava fazendo corações na última folha do caderno e era pelo garoto que sentava na minha frente. O que nem me notava. Você também conheceu alguém assim? Se você tem boas amigas, elas fizeram questão de contar o segredinho. Resultado? Todos achando graça e você, sem ter a menor ideia do que fazer.
De uma hora para outra suas melhores amigas se tornam desconhecidas. Mais bizarro que isso só o tamanho da fórmula que fizeram você decorar para a prova final. Na época, você jurava que não conseguiria tirar mais de seis, e quando viu o boletim, sete e meio. Passou de ano. De novo. E de novo, até que um dia, era o último. Aí você teve que ir em pelo menos cinco lojas para tentar encontrar o vestido perfeito. Qual foi sua música de entrada? E o destino da viagem? As escolhas foram feitas, e de um jeito estranho, não ver mais o uniforme de sempre passado na gaveta te liberta. Agora você é quem você sempre teve vontade de ser. Tenta.
Bruna Fernandes.
POEMA
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sorrisos inesperados,
um filme de tarde,
um por do sol.
Uma manhã de domingo,
O dia se abrindo e me sorrindo
Me convidando a ir la prá fora
Que a vida,
meu bem,
A vida não demora!
Nathalia Vieira
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TERCEIRÃO!
O futuro é agora
Quem nunca teve dúvidas sobre o que iria ser na vida?
Muitas pessoas ainda tem dificuldades para responder a essas perguntas.
Pare pra pensar... O futuro é agora.
Tantas expectativas foram se desenvolvendo dentro de nossas mentes, se alimentando de sonhos e planejamentos, e tudo que não fizemos ainda está batendo a nossa porta, pedindo caminho para se concretizar.
A escola nos proporciona um tanto de emoções, certo?
Fazemos amigos novos, arrumamos paqueras, colamos em algumas provas e, até pulamos o muro de vez em quando. (Não que seja o meu caso. rs)
E se esse fosse o seu último ano na escola, o que você faria?
Acabei de dizer que o futuro é agora, e para algumas pessoas é mesmo.
O último ano na escola chega tão depressa que a gente nem tem tempo o suficiente para fazer tudo o que desejamos.
E junto com ele vem um caminhão de preocupações, do tipo: 1° emprego, faculdade, etc.
O desespero bate no peito ao lado do medo e da mágoa.
Só de pensar que não vai mais rever os amigos do dia-a-dia machuca, não?!
Porém, atravessar toda essa fase é a subida de um degrau na vida.
Significa que estamos crescendo, virando homens e mulheres, com todas as responsabilidades que se pode imaginar.
Esperamos tanto do futuro, sempre querendo o melhor, já imaginando o cansaço de trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Visando uma vida melhor no "próximo futuro".
O FUTURO É AGORA!
Bora viver jovens. O amanhã não espera a chegar.
Vamos brincar, rir, amar, estudar, bagunçar, vadiar e aprontar!
Reclamar da escola é fichinha,mas, um dia você vai acordar e pensar: "Eu era feliz e não sabia".
Mas pra que pensar nisso enquanto podemos pensar que vivemos, e não apenas existimos?
Vamos aproveitar enquanto o mundo ainda não acabou.
Não podemos levar uma vida no rascunho, sem a certeza de que passaremos a nossa história a limpo.
O futuro não espera você trocar de roupa. Ele chega, bate na porta, arranca a fechadura e passa num piscar de olhos.
Preocupações sempre existirão. Sempre deixaremos pessoas queridas para trás, porém nunca nos esqueceremos delas. Sempre haverá um passo maior do que a perna para dar adiante.
Não podemos ficar travados deixando o vendaval nos levar. Vamos girar junto com os tornados. Vamos aproveitar enquanto é tempo.
Por que?
Por que simplesmente, O FUTURO É AGORA!!!
N. PETROVA
N. PETROVA
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"TERCEIRÃO"
Inicia-se hoje uma "coluna" do blog chamado TERCEIRÃO. E que raios de terceirão é esse?!
Terceirão será uma coluna onde alunos do último ano do ensino médio postarão sua perspectiva de vida assim que terminarem a escola.
Faculdade,
Emprego,
Namorada(o),
Amigos,
Sair de casa,
Morar em outro lugar,
tudo isso se passa na cabeça dos alunos do último ano. É normal. Um ciclo da vida se fecha. Para muitos, o melhor ciclo, para outros, somente mais um.
Então, semanalmente será postado um texto de algum aluno do terceiro colegial.
PS: Você que está lendo isso e está no último ano, não perca tempo, escreva sua perspectiva de futuro e mande para mim.
Profº Lucas Torres
Profº Lucas Torres
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